domingo, 25 de Outubro de 2009

Míscaros|09

Este evento vai ter lugar na terrinha. Estão desde já todos convidados a vir visitar a aldeia e desfrutar de um fim-de-semana bem planeado e giro. Venham!!!!

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quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

As primeiras chuvas do outono

Chegaram as primeiras chuvas do Outono. Com essas chuvas chega alguma melancolia, trazem o ar do Inverno, as roupas mais fortes e também alguns mistérios que muitas vezes nos fazem sonhar e pensar no misticismo a ela associada...
Estação considerada época da melancolia, onde a bílis está mais activa, é para mim a época mais dourada e apetecível. Encontramo-nos no meio-termo das temperaturas. Nunca se sabe bem o que vestir, pois o frio ainda é relativo. Como por exemplo o facto de sentir o friozinho suave que nos entra entre as roupas e que nos obriga a segurar melhor a vestimenta. Sentir esse frio na cara, como se em pleno Inverno nos encontrássemos. Sabemos perfeitamente que ainda virá mais frio e que teremos de o aguentar. É a época em que se voltam a abrir as arcas e armários para retirar as roupas mais fortes. Ou a época em que aproveitamos para gastar mais uns trocos para a sazonalidade que se avizinha.
Mas são as cores da estação que nos trazem a proximidade do frio. As cores tornam-se mais douradas, ainda que não estejamos no pleno do Outono. São os dourados, os verdes, os castanhos, os vermelhos que começam a salpicar a paisagem que nos rodeia. E isso traz o espendôr da paisagem, que em muitas regiões é única. Olhar para as planícies e contemplar a sua maturidade. Olhar para as serras e degustar todas as suas cores. Os cheiros tornam-se mais activos. As casas começam a arder as primeiras lenhas, para o bom ambiente de cada divisão.
Enfim. Só me vem uma frase à mente: "Bem vindo à época do frio."

segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Leva-me aos Fados

Mais um excelente trabalho da fadista Ana Moura. Com uma letra forte, remete-nos para outros momentos e outras vivências. Dá cartas no mundo do Fado e de que forma!! Um pequeno mimo deste novo CD.
Ana Moura, Leva-me aos Fados

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Onde andamos?

Já passaram alguns dias e parece que a tristeza continua embrenhada em mim. Revejo cada palavra, cada atitude e cada momento e ainda assim, não consigo melhorar de toda esta situação. Continuo com o mesmo sentimento bonito, com a mesma vontade de estar, com o mesmo desejo de ver as coisas de sorriso nos lábios.
Os timing's estão desfasados, as vontades não se acertam com a mesma agulha, os desejos até podem ser diferentes... Mas o sentimento está cá. E o que fazer? Como resolver este mal estar que a cada vez relembrado, fica um nó na garganta? Não se consegue esquecer um sentimento tão rapidamente!!! E ainda que se apague todos os vestígios que ficaram, muito dificilmente conseguimos apagar as memórias que ficaram. A cada pessoa amiga com quem falo sobre toda esta história, a resposta é a mesma: "Vocês estão bem um para o outro, mas se é para vos magoar, o melhor é seguir por outros caminhos..." Mas quem sabe se esta é a resposta acertada??? Porque não tentar viver com as nossas diferenças??? Porquê ter de viver segundo os padrões de um ou do outro??? Não consigo entender... Mas só tenho de respeitar... O meu sentimento está idêntico. Não o consigo mudar. E muito dificilmente nos próximos tempos desejarei voltar a ter este sentimento de abandono e de vazio...
No fim de tudo, importante é poder dizer que ainda gosto muito de ti... Mas enfim. sigamos as nossas vidas...

segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Legislativas|09

Após mais uma campanha eleitoral para as Legislativas, tivemos algumas reacções que nos dão que pensar. O poder politico em Portugal está bem definido, até pelos próprios intervenientes. Há os Grandes Partidos e os Pequenos. Parece óbvio e não trago nada de novo sobre isso. Mas a verdade é que estas eleições mostraram que poderemos estar a mudar as nossas tendências. A terceira potência auto-intitula-se Grande. Os resultados foram dividos por todos. Ainda assim, pareceu-me que os vitoriosos não se sentiam confortáveis para festejar, que os derrotados sentiram agora o peso de erros cometidos e apontados. Mas houve alguns derrotados que viram motivos para festejar, já que acabaram por colocar mais deputados na Assembleia.

Mas a tarefa parece ser algo espinhosa. O Partido Socialista vê-se agora com uma maioria relativa. E ainda que uma coligação fosse uma possibilidade, os dois partidos que mais se aproximam das ideologias de esquerda (Bloco de Esquerda e o Partido Comunista) não têm deputados suficientes para criar uma maioria absoluta. E só com a terceira potência, o Partido Popular, é que os socialistas poderiam pensar numa coligação, já que Manuela Ferreira Leite sempre negou uma coligação com Sócrates e este vice-versa. Teremos então a necessidade de negociações entre partidos, possivelmente pontuais, fazendo do nosso parlamento um lugar onde se discute cada proposta. É possível que as decisões tardem um pouco mais, mas saberemos que os pontos serão defendidos por todos. Haverá mais desgaste e descontentamento, mas esta foi a vontade da população.

quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Ponderações

As ponderações vão-se tomando ao longo da vida. Somos postos à prova todos os dias e mais de noventa por cento, conseguimos dominar esses meandros. Mas as teias que se apresentam quando menos se espera, faz balançar, desnortear, ponderar, pensar o comum dos mortais. Por essa razão é que há a necessidade de rever algumas posições quando se apresentam. A partir de um momento específico, temos a possibilidade de voltar a pensar no caminho que seguimos e como é que deveríamos reagir a partir de determinado evento. Não há uma data especifica, pois esses contratempos não escolhem data. Ponderamos sobre o facto de termos desnorteado, de termos sido apanhados desprevenidos. E deparamo-nos com um facto único. É que momentos de factor surpresa teremos sempre. O improvável pode acontecer e isso irá sempre mexer. E o desafio é saber como reagir se isso voltar a acontecer. São pequenas sabedorías que se vão ganhando ao longo do tempo.
Ainda que algumas vezes sejam contraditórios o raciocínio e o sentimento, é o equilíbrio dos dois que mantém a estabilidade das coisas. E é nesses momentos que necessitamos de ponderar, de afastar e tirar as conclusões que se devem tirar.

segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

Concerto de Ana Moura