quarta-feira, 22 de abril de 2009

Verdades inabaláveis

O que é que faz as pessoas terem falta de confiança? Porque é que cada vez menos se confia uns nos outros? Com que direito metem as palavras em causa? Ou dizem que se está a mentir? Fico triste e magoado por ver que não há confiança e apoio nos momentos em que se fala verdade. Tentam procurar tudo o que está ao seu alcance para pôr à prova, para testar, para procurar o que para alguns é uma verdade incondicional. E não dão valor ao sentimento que se tem proferido até então. Não se colocam na pele da outra pessoa. Saem a correr dizendo que sabem o que se passa e que não se entende nada do que estão a explicar. Em vez de procurar o que está errado, seria mais simples procurar aproveitar o momento, tentar desfrutar do que se tem e do sentimento que está presente. Desta forma, e quando não se tem confiança e se toma algumas posições, acabamos por minar tudo o que está à nossa volta, colocando em questão tudo o que foi feito até então. Leva as pessoas a pensar sobre as coisas, a reflectir se valerá todo o esforço que se faz.
Mas são sobretudo as atitudes seguintes a essas desconfianças que magoam ainda mais. As tomadas de posições, as análises que se fazem, as certezas que se começam a criar que deixam a pensar... Não se deve ter uma opinião como um dado adquirido. Antes de se julgar, deve-se perguntar, dialogar e deixar os outros explicarem-se, sem fazer um livro romanceado de tudo o que está a imaginar.
Muitas vezes, esses livros, são simples ficção, meras histórias inventadas na cabeça de cada um. E no final, quando chegamos ao clímax, podemos desiludir tudo e todos, mostrando que afinal não se tem confiança na história que acabam de escrever... Há que pensar sempre no final e nas consequências de tais actos, pois pode trazer dissabores no momento da leitura...

terça-feira, 21 de abril de 2009

É o que temos...

Que moral têm os nossos governantes ao exigirem que cumpramos as leis? Para quê ser honesto se as pessoas que nos governam não o são? Não terão essas personagens vergonha na cara? Vivemos num país de corruptos que nos pedem para cumprir as leis e as normas e se não cumpridas, seremos penalizados. Comentamos várias vezes (e com razão) que, se deixarmos passar um dia da declaração de impostos, teremos de pagar multa!! Mas esquecem-se de ser bons pagadores e demoram cerca de 180 dias(!!!!!) a pagar o que devem. Outro exemplo é o das Câmaras Municipais que estão endividadas e são más pagadoras porque o dinheiro não chega às autarquias, logo, não chega aos empresários.
Muitos dos empresários que trabalham para o estado estão a pedir insolvência porque não têm dinheiro para pagar aos fornecedores e aos empregados. E tudo porque não recebem de quem lhes deve!! Não seria mais simples o Estado pagar a essas empresas? Elas resolveriam a grande maioria dos seus problemas. Mas estes exemplos são uma gota de água no oceano... Poderíamos falar do caso Freeport, do Aeroporto da OTA, da Ponte de Santa Clara em Coimbra, do caso BPN...
E o povinho olha para estas coisas e tem a reacção que me deixa preocupado: "Eu não sei do que estão a falar, por isso não me meto nem me pronuncio..." Que triste país à beira mar plantado que não sabe dar uma opinião sobre o Estado da Nação. Por isso não votam. E desta forma os governantes agradecem, pois se não entenderem o que se está a passar, continuarão a levar o nosso país como bem entendem. Mandam areia para os olhos de todos e assim seguem a sua caminhada. É este o país das maravilhas.
São esses mesmos governantes que se preocupam se a classe média foge aos impostos, que se preocupam se as pessoas estão a difamar gentes do Governo, que impõem leis contra os próprios trabalhadores, mas não se preocupam de ser justos e honestos, de dizer a verdade a todos sobre o que ambicionam e sobre o que fazem. Vão para a comunicação social mostrar os seus feitos positivos, mas não dizem à população as leis, as normas e os despachos que mudam diariamente para levar a água ao seu moinho, de forma negativa e descuidada. E nós vamos caminhando sem nada dizer, em surdina e complacentes perante tudo isso. E dizem-nos então: "É o que temos..."

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Projectos

Há dias que passam e que nem damos por isso. Toda a azáfama que se vai tendo ao longo dos dias vai ocupando os momentos que se tem. Mas vão-se construindo projectos, trabalhando em ideias, reunindo com entendidos, conversando com os amigos, aproveitando alguns locais para reviver e voltar a carregar as baterias. As coisas vão-se construindo e pouco a pouco, luta-se por aquilo que se acredita. Lia há pouco tempo uma frase bem verdade:
"Antes um caminho certo com obstáculos, do que um caminho errado em linha recta"
E são os projectos que nos vão mantendo. Esses projectos que são planificados. Mas como me diziam os meus professores, é sempre possivel de melhorar ou modificar uma planificação. E isso só se pode fazer se se vivenciar o dia-à-dia e com a aquisição de esperiência ao longo da mesma vivência. Vai-se aprendendo a viver e a saber conviver com o que nos rodeia.

domingo, 5 de abril de 2009

Grupo 350

Depois de todos os disparates que o Ministerio da educação tem feito com os professores, eis que apresentam mais um para o seu vasto curriculum de estupidez. A última que o ME fez foi qualificar ou permitir outros professores que não têm formação especifica de Espanhol a leccionar a disciplina. Ou seja, veremos professores de Francês, de Português ou de Inglês a dar aulas de castelhano sem saber nada da língua. Basta ter um diploma que custa 138€ (porque se pode comprar esse diploma!!!!) do Instituto Cervantes e assim fica habilitado a leccionar. Mais grave! Poderão passar à frente na efectivação dos que tiveram de tirar o curso de forma ordeira e com os requisitos exigidos!!!!! Enviaram-me um mail à pouco tempo que ilustrava bem a bandalhada que isto se tornou. Confesso que achei piada à frase e mostra o risco que corremos se o Governo decidir continuar com estas medidas descabidas.

"Sou engenheiro civil e vejo o Dr. House. Será que posso ser médico?"

segunda-feira, 30 de março de 2009

Ocupa-se o tempo

Ocupa-se o tempo, arranja-se novos projectos, tenta-se trabalhar ao máximo para estar vivo... E em alguns momentos, consegue-se. Em alguns momentos, o trabalho vai ajudando a estar com as mãos na massa e passar ao lado de algumas coisas... É como se houvesse a necessidade de não pensar. Mas claro que nem todo o trabalho do mundo nos leva para longe das coisas... Tem sido um escape e resulta quando os resultados são positivos. Parece que se foge das coisas, que se evita pensar no sentimento. E quando chegamos a uma solução, a uma resolução, a uma verdadeira conclusão, vemos que as respostas até eram mais simples, mais intensas, onde o medo estava presente. Era a desculpa para o escape. Algo que tem de ser mudado. URGENTEMENTE. Caso contrário, arranjar-se-á sempre trabalho, projectos, ocupações de forma a ocultar a verdadeira razão: o de estar preso ao cordão umbilical e do qual se deve libertar. Começa-se a ter certezas e a fazer balanços dos erros cometidos. Siga-se em frente. Também é necessário.

terça-feira, 24 de março de 2009

“D’lhá” – Fins-de-semana culturais da Liga dos Amigos do Alcaide

No fim-de-semana de 20, 21 e 22 de Março, a Liga dos Amigos do Alcaide, ao qual pertenço, voltou a editar os seus “Fins-de-semana Culturais” com o intuito de divulgar e dinamizar a cultura em Alcaide. Desde a Formação de Pintura, aos workshops de Bolos e de Ciência Viva, passando pela realização de um Peddy-paper pelas ruas da aldeia, foi com agrado que as pessoas participaram nas actividades propostas. Para finalizar, todos foram convidados a realizar um Passeio Musical às Cerejeiras em Flor. Nota positiva para este “D’lhá” que renasce ao fim de um interregno. Ainda que desgastante, todos estavam com um sorriso nos lábios e felizes por chegar perto da população e essa estar feliz por se realizar algo na sua aldeia.
Desde o início do ano, a Associação tem vindo a apostar em actividades para a população e associados, tentando aproximar os Alcaidenses da Cultura, do Desporto e do Lazer. Foram já realizados os Torneio de Matraquilhos e a Prova de Vinho, que obtiveram uma participação positiva. Com um Plano de Actividades apetecível, os associados têm correspondido, com congratulação, a tudo o que a Liga dos Amigos do Alcaide tem realizado. E a direcção agradece toda essa dedicação.

terça-feira, 17 de março de 2009

A vontade

As vontades têm muito que se lhe diga... Há momentos em que desejamos ardentemente algo e de noutros, as coisas nesvanecem... Queremos porque queremos e deixamos de o desejar de um momento para o outro. Geralmente, pede-se para que se tente resolver as coisas o mais rápido possível e, no meio da confusão que é o pensamento humano, não nos apercebemos das coisas, e tomamos decisões sem ter uma resposta que seja satisfatória. Busca-se sem saber o que se procura, deseja-se sem saber o que se quer, e tem-se medo sem saber porquê. Sim. Tem-se medo. De que se possa perder o que já se conquistou até aqui. De que as pessoas apontem o dedo por uma vontade ou por um desejo. Que se possa perder o amor e o respeito daqueles que nos rodeiam.
Descobri afinal que o que me afasta de algumas pessoas é o medo. Descobri que tenho perdido mais com esse medo. Descobri também que deveria lutar contra isso. Descobri que estava errado ao querer lutar sozinho. Descobri que não deveria negar a ajuda de quem mais gosta de mim, de quem me compreende, de quem me acarinha, me mima, me faz sentir uma pessoa feliz.
Mas as nossas vontades podem ser erradas. E já vamos tarde... Pois no momento, devido ao medo, inventamos a maiores barbaridades e desculpas para fugir a algo que até aqui sabemos ser o melhor para nós. Fugir de algo que dava certo, que tudo indicava ser o melhor...
Agora, e depois de se descobrir o que move as nossas vontades e desejos, de saber qual o andicap que se sofre no momento de virar costas a algo bom e agradável, é importante lutar contra esse medo. As coisas terão de se resolver. Não se deve inventar mundos só para nao ter de enfrentar as coisas, os medos. Assim será e assim se tentará. Essa é a minha vontade neste momento.